Levar arte e música para todos. Essa é a proposta do artista de rua. “Tocamos em praças, lugares públicos, ruas, dentro do transporte público e a troca com a população é bem sincera. Quando a população vai ao show, geralmente ela paga para ver cenário, roupas, música. São vários atrativos. Agora, quando dá uma contribuição para o artista de rua, é bem mais sincero. Está curtindo a música. Acho essa troca essencial para o convívio social”, afirma Felipe Lemos, do coletivo AME (Artistas Metroviários).

Felipe é formado em administração e resolveu viver de música há sete anos. Começou tocando na Lapa, na escadaria Selaron, e foi o primeiro a tocar nos vagões do metrô, seis anos atrás. Felipe diz que fez essa escolha porque muitas vezes as pessoas que moram longe não têm dinheiro e nem tempo para apreciar a arte e a música.

“Tocar no metrô é uma maneira de proporcionar alegria e amor em forma de arte todos os dias no transporte público”, define Felipe. Mas nem sempre a vida do músico é fácil.  Mesmo com a aprovação de grande parte da população, os seguranças do metrô são orientados pela concessionária a não respeitar os artistas.

Atualmente está em vigor a lei municipal 5429, do vereador Reimont (PT), que garante as manifestações culturais do artista de rua em lugares públicos. No entanto, como o metrô é uma concessão estadual, a empresa diz que a lei não pode ser aplicada dentro das composições.

Para lutar contra a violência, os artistas se organizaram e criaram o Coletivo AME. São mais de 50 cantores que tentam um diálogo com a administração do metrô.

“Já temos até uma proposta que é fazer o Vagão da Música, como existe o das Mulheres. No entanto, o metrô se nega a dialogar”, lamenta Felipe.


Conselheiro do CRT-RJ, na luta pela valorização dos técnicos industriais, em defesa dos direitos dos trabalhadores! Ex-deputado estadual PT. Diretor do Sinttel-Rio. Militante dos direitos humanos. Botafoguense.