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Artista de rua e o compromisso com a alegria

Levar arte e música para todos. Essa é a proposta do artista de rua. “Tocamos em praças, lugares públicos, ruas, dentro do transporte público e a troca com a população é bem sincera. Quando a população vai ao show, geralmente ela paga para ver cenário, roupas, música. São vários atrativos. Agora, quando dá uma contribuição para o artista de rua, é bem mais sincero. Está curtindo a música. Acho essa troca essencial para o convívio social”, afirma Felipe Lemos, do coletivo AME (Artistas Metroviários). Felipe é formado em administração e resolveu viver de música há sete anos. Começou tocando na Lapa, na escadaria Selaron, e foi o primeiro a tocar nos vagões do metrô, seis anos atrás. Felipe diz que fez essa escolha porque muitas vezes as pessoas que moram longe não têm dinheiro e nem tempo para apreciar a arte e a música. “Tocar no metrô é uma maneira de proporcionar alegria e amor em forma de arte todos os dias no transporte público”, define Felipe. Mas nem sempre a vida do músico é fácil.  Mesmo com a aprovação de grande parte da população, os seguranças do metrô são orientados pela concessionária a não respeitar os artistas. Atualmente está em vigor a lei municipal 5429, do vereador Reimont (PT), que garante as manifestações culturais do artista de rua em lugares públicos. No entanto, como o metrô é uma concessão estadual, a empresa diz que a lei não pode ser aplicada dentro das composições. Para lutar contra a violência, os artistas se organizaram e criaram o Coletivo AME. São mais de 50 cantores que tentam um diálogo com a... ler mais

Construtoras: da CPI ao pódio olímpico das barbeiragens

Um grupo especial de moradores do Rio não se surpreendeu quando as delegações da Austrália, da Espanha, da Suécia, entre outras, decidiram não entrar na Vila Olímpica porque os prédios não tinham condições de ser ocupados. Era o grupo formado por cerca de três mil famílias que viram ruir seu sonho da casa própria graças às inúmeras irregularidades cometidas pelas empreiteiras em várias obras no estado. Apartamentos com paredes no reboco, mofadas, com a fiação exposta, sem água e até sem janelas; garagens inundadas, mudanças nas plantas, atrasos na entrega das chaves ou simplesmente, a inexistência do imóvel. Essas foram algumas das centenas de denúncias recebidas pela CPI das Construtoras que tramitou na Assembleia Legislativa durante o ano de 2013. Criada para apurar irregularidades na entrega dos imóveis, a CPI se deparou com um cenário muito mais dramático do que as primeiras denúncias mostravam. Centenas de famílias que haviam adquirido imóveis na planta em empreendimentos em Campo Grande (Zona Oeste do Rio) e São Pedro da Aldeia (Região dos Lagos), simplesmente pagaram e não levaram. Os imóveis, vendidos pela AG Prima, jamais foram construídos. Na tentativa de por fim aos abusos, a CPI aprovou uma série de medidas contra as 15 construtoras denunciadas – entre elas a RJZ Cyrella, MRL Engenharia, João Fortes e OAS. Uma delas foi a assinatura do um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público, de maneira a obrigá-las a seguir regras em benefício dos compradores. A AG Prima, que não construiu nenhum dos seis empreendimentos previsto, foi obrigada a ressarcir os compradores dos condomínios em Campo Grande. “Lamentavelmente – diz o... ler mais

A agonia da Uerj

Uma das mais conceituadas universidades públicas do país, a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) vive a pior crise de seus 66 anos. Com recursos cada vez mais escassos, a situação da Uerj se tornou crítica a partir do final de 2014, quando os constantes atrasos no pagamento levaram a empresa terceirizada de limpeza a romper o contrato. Os trabalhadores foram demitidos, o restaurante universitário (bandejão) foi fechado, servidores e professores tiveram os salários atrasados. Com o campus sem condições de funcionamento, os estudantes iniciaram uma série de protestos levando o então reitor, Ricardo Vieiralves, a adotar uma medida extrema: fechou a universidade. De lá pra cá, sem qualquer perspectiva de que a crise financeira chegue ao fim, com os servidores técnico-administrativos e professores em greve desde março de 2016, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão adiou as inscrições para o vestibular de 2017. No início deste ano, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, rebateu as críticas de professores, servidores e alunos sobre a redução promovida pelo governo do estado nos recursos direcionados à Universidade. Em artigo publicado no jornal O Globo, o secretário Tutuca diz que a Uerj teve um aumento de 141% no seu orçamento durante os governos de Sérgio Cabral e Pezão. Esse suposto aumento é veementemente contestado por professores e servidores. Depois de várias audiências públicas na Assembleia Legislativa, eles haviam negociado a aprovação de três Projetos de Lei: um assegurando as conquistas dos servidores, outro o Plano de Carreira Docente e o terceiro, de reajuste das bolsas dos estudantes. Leia  mais na edição nº 12 do jornal Direito... ler mais

Direito de Opinião

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